Preparação para Ciberameaças

À medida que a tecnologia avança, as ciberameaças também se tornam cada vez mais sofisticadas, criando desafios crescentes para empresas de todos os portes.

A proteção de dados e sistemas contra essas ameaças tornou-se fundamental para assegurar a continuidade dos negócios e a integridade das informações. Neste blog, vamos explorar as Ciberameaças mais comuns que as empresas enfrentam e como se preparar para elas de maneira eficaz.

Quais são as ciberameaças?

O ransomware é um dos tipos mais temidos de malware. Ele funciona criptografando os dados da vítima e exigindo um resgate para que as informações sejam desbloqueadas. A evolução dos ataques de ransomware tem sido alarmante, afetando grandes corporações e causando prejuízos significativos.

Um estudo da Cybersecurity Ventures projeta que o custo global do ransomware pode alcançar impressionantes US$ 265 bilhões até 2031. Um exemplo notável no Brasil é o ataque ao Hospital das Clínicas de São Paulo em 2021, que teve seus sistemas criptografados por um ransomware, resultando em interrupções significativas nos serviços médicos.

Já o phishing é uma técnica de engenharia social onde os atacantes se passam por entidades confiáveis para enganar os usuários e obter informações sensíveis, como credenciais de login e dados financeiros. De acordo com o Anti-Phishing Working Group (APWG), os ataques de phishing cresceram 22% no primeiro semestre de 2023 em comparação ao mesmo período do ano anterior. Um caso recente no Brasil envolveu a Petrobras, onde criminosos usaram e-mails falsos que simulavam comunicações internas para roubar dados financeiros de funcionários.

Outra ameaça comum são os ataques DDoS (Distributed Denial of Service, ou Negação de Serviço Distribuída), que visam sobrecarregar serviços online com um volume excessivo de tráfego, tornando-os inacessíveis para usuários legítimos. Em 2023, a radware relatou um aumento de 24% no número desses ataques, que agora têm uma duração média de 20 horas, causando impactos significativos na disponibilidade e reputação das empresas. No Brasil, a Prefeitura de São Paulo foi alvo de um ataque DDoS em 2022, que paralisou vários serviços online da cidade. Fonte: UOL, 2022.

Malware’s

O termo malware refere-se a uma ampla gama de softwares maliciosos, incluindo vírus, worms e trojans. Estes podem roubar dados, danificar sistemas e criar novas vulnerabilidades. O relatório da Symantec revela que mais de 500 milhões de novas amostras de malware foram detectadas em 2023, marcando um aumento de 17% em relação ao ano anterior. No Brasil, o Banco do Brasil enfrentou um ataque de malware em 2021, que comprometeu dados de clientes e causou interrupções nos serviços bancários.

Os ataques internos, que são realizados por indivíduos dentro da própria organização, também merecem atenção. Esses ataques podem ser intencionais ou não, mas ainda assim causam danos. A Verizon destacou que 30% dos vazamentos de dados em 2023 foram causados por ameaças internas, ressaltando a importância de controles rigorosos e monitoramento contínuo. Um exemplo é o caso de um ex-funcionário da Claro Brasil, que em 2020 vazou dados de clientes devido ao mau uso das permissões internas que tinha.

Quais atitudes tomar?

Para enfrentar essas ameaças, é essencial que as empresas adotem medidas preventivas eficazes. Uma das primeiras estratégias é a educação e treinamento contínuo dos funcionários. Programas regulares de cibersegurança ajudam os colaboradores a identificar e evitar ataques de phishing e outras ameaças. Simulações de ataques e workshops são ferramentas úteis para manter a equipe atualizada sobre as últimas práticas de segurança.

Investir em soluções de segurança de TI robustas, como antivírus, firewalls e sistemas de detecção de intrusões, é igualmente crucial. Manter todos os sistemas atualizados com os patches (atualizações) mais recentes e utilizar ferramentas avançadas de segurança pode fazer a diferença na proteção contra ameaças.

Realizar backups regulares e testar os procedimentos de recuperação também são práticas importantes. Armazenar backups em locais seguros e fora do site principal da empresa, e realizar testes de recuperação, ajuda a minimizar o impacto de ataques de ransomware e outros incidentes de perda de dados.

O controle de acesso e privilégios deve ser rigoroso, garantindo que apenas usuários autorizados tenham acesso a informações sensíveis. A autenticação multifator (MFA) e a revisão regular das permissões dos funcionários são medidas eficazes para proteger os dados.

A MFA adiciona uma camada extra de segurança ao exigir que os usuários apresentem mais de uma forma de verificação, como um código enviado para o celular ou um aplicativo de autenticação. Um exemplo de implementação bem-sucedida de MFA no Brasil é o Banco Inter, que adotou essa medida para proteger as contas dos clientes contra acessos não autorizados. Além disso, a Petrobras também implementou MFA para fortalecer a segurança dos sistemas internos, ajudando a prevenir acesso não autorizado e ataques cibernéticos.

Finalmente, estabelecer um plano de monitoramento e resposta a incidentes é essencial. Criar um centro de operações de segurança (SOC) para monitorar atividades suspeitas e responder rapidamente a ataques pode ajudar a minimizar os danos.

SOCs são responsáveis por detectar, analisar e responder a incidentes de segurança. Um exemplo de SOC no Brasil é o do Banco Santander Brasil, que tem um SOC dedicado a monitorar e responder a incidentes de segurança em tempo real. Outro exemplo é o SOC da Serpro, que oferece serviços de monitoramento e resposta a incidentes para várias entidades governamentais e privadas.

Desenvolver e testar um plano de resposta a incidentes, que inclua comunicação, mitigação e recuperação, prepara a empresa para lidar com qualquer situação de segurança.

Com a crescente sofisticação das ciberameaças, adotar uma abordagem proativa e abrangente para a segurança cibernética é mais importante do que nunca. Implementar essas estratégias e manter-se atualizado com as melhores práticas pode ajudar a proteger melhor seus dados e garantir a continuidade dos negócios.

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Colaboração: Brenda Salgado.

Fontes: Globo, nfomoney, UOL, Estadão e Canaltech.

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